No Primeiro Congresso Nacional da ANEL realizado no ano passado, o Painel temático sobre Violência e Legalização das drogas reuniu estudantes e ativistas num debate que encaminhou como proposta "Defender a legalização, descriminalização, regulamentação e estatização das drogas lícitas e ilícitas" e "Incorporar-se aos atos públicos em favor da legalização das drogas".
O tema é assunto polêmico na sociedade brasileira, porém precisa ser discutido. Hoje a política de drogas usada no Brasil e em grande parte do mundo não resolve os problemas relacionados às drogas nem impede seu uso e sua comercialização. A ilegalidade fortalece o tráfico e a violência nos morros e favelas do país. A violência do Estado para reprimir os usuários e traficantes tem práticas racistas, onde o negro é traficante e o branco é usuário (cartilha da Polícia Militar). Além da criminalização da pobreza que estamos assistindo no centro de São Paulo em episódios como do Moinho e da Cracolândia.
Para aprofundar a discussão a ANEL ABC junto com o Diretório Acadêmico da FAFIL da Fundação Santo André vai organizar um debate sobre a Legalização que já tem presença confirmada de Henrique Carneiro, Professor da USP.
Por último, defendemos a realização da Marcha da Maconha no ABC que está marcada para o dia 26 de maio em Diadema. A Prefeitura de Diadema e a Polícia Militar querem impedir a realização da Marcha no ABC, porém o Supremo Tribunal Federal legalizou no ano passado as Marchas que defendem a descriminalização e legalização das drogas em todo território nacional, e Diadema não é uma exceção, portanto a Marcha da Maconha deve ser realizada com ou sem aprovação da Prefeitura ou da PM.
Evento no facebook já conta com 400 pessoas confirmadas, clique aqui.
Leia matéria publicada no Diário do Grande ABC, clique aqui.
Estudantes da Unilago contra o aumento das menalidades!
ANEL SP contra a marcantilização da educação!
Em São José do Rio Preto - SP as coisas estão mudando. Após as massivas manifestações de 2011 contra projetos absurdos da câmara dos vereadores, a juventude de Rio Preto mostrou novamente um pouco da força que possui. Na UNILAGO, instituição de ensino superior privada, vemos mais uma vez um atentado da reitoria contra o bolso dos alunos. A mensalidade dos cursos subiram em média 20 reais, gerando algo em torno de 120 mil reais a mais por mês. E me diz uma coisa, o que mudou na estrutura da faculdade para nós? Está generalizado no pensamento dos estudantes de que este aumento é normal, que ele realmente deve acontecer.
Continuamos sentados em cadeiras duras de madeira, sem um mínimo de conforto, e várias delas nem sequer passaram por alguma manutenção. Mais um ano sem ar condicionado, passando um calor infernal, e pagando um preço nada barato para estudar. Sem dúvida quem mais sofre com essas condições são as mulheres, que trabalham o dia todo, estudam e, na maioria, ainda fazem os trabalhos domésticos.
Em nossa faculdade não se vê aumento de salário real para professores e funcionários. Entra ano e sai ano o número de alunos aumenta, o número de cursos também mas os serviços decaem, pois a contratação de funcionários não segue este ritmo. Os serviços dentro da UNILAGO (que deveriam ser nossos de direito) são pagos, como por exemplo um atestado de matrícula. E para onde vai esse dinheiro? Filas e mais filas denunciam o descaso com o estudante, que passa uma vida universitária de verdadeiro estresse, o que afeta diretamente a qualidade de ensino e o aprendizado do aluno.
Na tentativa de reunir os estudantes para discutir a situação da faculdade, o aumento da mensalidade e infra estrutura, além de tentar iniciar uma discussão sobre para que realmente serve uma instituição de ensino superior, fomos proibidos pela direção da faculdade de utilizar a sala de aula marcada (fora do horário de aula) para que houvesse a reunião. Um militante do movimento foi chamado até a sala do vice diretor, onde ele disse que para "eventos fora do cotidiano comum da faculdade", a direção e a coordenação do curso deveriam ser informadas e deveríamos pedir autorização para tal. Ora ora, então para utilizar o espaço de uma faculdade que pagamos, que mesmo sendo privada tem fins públicos, que se diz filantrópica, nós temos que pedir autorização para a reitoria? Você já se imaginou chegando na sua universidade e ser proibido de entrar em uma sala de aula vazia pois não tinha autorização para estar lá? Pois bem.
O clima era de verdadeira tensão, um reforço de segurança particular fora chamado e lotava os corredores do prédio 1 onde esta reunião iria acontecer. Mudamos o local da reunião para fora da faculdade, do outro lado da rua e discutimos um pouco com os poucos que estavam presentes. Passamos em sala denunciando o que a reitoria e toda a burocracia da faculdade fez, e a indignação era visível. Num ato espontâneo, estudantes do curso de Serviço Social sairam em protesto gritando por liberdade de expressão, expondo a situação que nos encontramos. Das salas de aulas saíam mais e mais estudantes se somando ao protesto que ficou marcado nessa faculdade.
Agora o caminho é unificar ainda mais os cursos em relação aos problemas da faculdade e chamar uma assembléia geral de estudantes para ir com tudo para cima da reitoria. Por isso os estudantes da ANEL na UNILAGO estão dando seu máximo de empenho para levar adiante nossa luta. Avante! Avante! Retroceder jamais!
Nem um centavo a mais! Revogação de todos os aumentos de mensalidade!
Por condições dignas de ensino! Chega de filas, de calor e cadeiras desconfortáveis!
Fim da cobrança taxas para retirada de documentos!
Pela participação dos estudantes no conselho administrativo da faculdade!
Com um quórum histórico de cerca de 10 mil votos, chapa apoiada pela ANEL e por setores da oposição de esquerda da UNE é a favorita no processo eleitoral do Diretório Central dos Estudantes da USP.
Na USP, os estudantes já decidiram: Rodas e a Reação serão derrotados!
Nos últimos meses, o movimento estudantil brasileiro acompanhou com muita atenção os acontecimentos na maior universidade do país. A política do governo tucano de privatização e repressão ao movimento social aprofundou-se na gestão do reitor João Grandino Rodas. Com propostas de fechamento de cursos e corte de vagas, Rodas revelou sua política elitista. Gastando 240 milhões de reais em obras de interesse duvidoso, Rodas demonstrou que a prioridade de sua gestão não é a educação de qualidade, mas interesses de outra ordem. Com prisões, perseguição e presença de militares para reprimir o movimento social na universidade, Rodas deixou claro que não aceitaria qualquer voz crítica e dissonante.
Na eleição para o DCE-USP, organizou-se um setor que pretendia ser a “secretaria estudantil” de Rodas. Propondo uma reação à luta dos estudantes e à organização de nossa entidade, pretendiam convencer os estudantes de que eram um grupo “apartidário”, disposto a defender os “interesses estudantis”. Logo, porém, sua máscara caiu. Os vínculos da chapa Reação com o PSDB e outros partidos da velha e corrupta política brasileira apareceram. No meio da eleição, vários membros desta chapa anunciaram sua ruptura por se considerarem manipulados por interesses externos e busca por privilégios individuais por parte da cúpula da chapa.
O fundamental, no entanto, foi a determinação dos estudantes da USP em lutar por democracia na universidade e pela defesa do DCE como um patrimônio do movimento! A política de Rodas será derrotada na eleição para o DCE-Livre da USP! Com uma votação recorde, os estudantes da USP estão dando um recado robusto para o governo estadual e a reitoria: não vão se adaptar à falta de democracia na universidade! Temos muita felicidade em ser parte ativa desse processo e pela construção, em unidade, de uma ampla campanha com milhares de estudantes. Lamentamos que esta não tenha sido a postura de outros setores do movimento estudantil, que optaram por uma irresponsável política de autoconstrução num momento como esse.
A robusta derrota que estamos impondo à direita na eleição para o DCE-USP sem dúvida terá um impacto importante para o conjunto do movimento estudantil brasileiro. Esperamos que esta seja uma vitória de todas e todos os lutadores do Brasil: na USP, na UFRGS, na UFMG ou na UnB, não vamos nos adaptar!
ANEL, Juntos!, Rompendo Amarras [Domínio Público e Barricadas Abrem Caminhos]
No final de 2011, o jornal Diário do Grande ABC noticiou o aumento da passagem dos ônibus municipais em Santo André para R$ 3,40. O aumento não ocorreu.... ainda. O trolebus e as linhas intermunicipais tiveram reajustes, o trolebus foi de 2,90 para 3,00 reais como no Metrô em São Paulo. Ainda existe a possibilidade da Metra acabar com a integração nos terminais Piraporinha e Diadema. No Piraporinha já existem catracas que ainda não estão em uso. Na CPTM também a linha 10 (Turquesa) agora só vai até o Brás, obrigando os usuários a tomarem outro trem para irem até a Luz. Em todo ABC os empresários do transporte querem aumentar seus lucros a todo custo. O transporte é precário e ta ficando cada vez mais caro, sem melhora na qualidade. O transporte público não deveria ser utilizado como mercadoria que gera lucro aos empresários, mas como um meio de garantir a mobilidade urbana e o direito de ir e vir da população.
Teresina (PI) - 2011
Em todo o país os estudantes e trabalhadores se organizam para barrar os absurdos aumentos que todo ano é imposto a população. De norte a sul do país temos um histórico de lutas vitóriosas que conseguiram barrar e até diminuir o valor das passagens de ônibus. Neste sentido convidamos os estudantes e trabalhadores para debater a questão do Transporte Público e a Luta Contra o Aumento das Passagens:
Dia 31 de Março às 15h
Endereço: Rua Alcides de Queirós, 161 - Bairro Casa Branca - Santo André
[ Organizado pelo Comitê de Usuários Conta o Aumento - Santo André ]
O MTST realizou na noite de sexta-feira, dia 2 de março de 2012, duas ocupações simultâneas, em diferentes regiões da Grande São Paulo: uma no município de Embu e outra no município de Santo André, no ABC. As ocupações, que levam o nome de “Novo Pinheirinho”, são uma resposta ao recente despejo violento da comunidade do Pinheirinho (São José dos Campos) e também uma ação necessária para a conquista de moradia por aqueles que há tempos vem lutando por uma vida mais digna. Quando morar é um privilégio, ocupar é um direito!
O déficit habitacional de Santo André é de 25 mil moradias, um dos mais altos da região metropolitana de São Paulo. Esse número, aliado à falta de soluções apontadas pelo poder público, levam os trabalhadores que não tem onde morar a se organizar e reivindicar seus direitos.
Como no Pinheirinho, o Novo Pinheirinho já está ameaçado de despejo, receberam há alguns dias um oficial de justiça com uma liminar de reintegração de posse do terreno.
A ANEL ABC convida Tod@s @s estudantes solidári@s aos trabalhadores que lutam pelo direito a moradia a prestar solidariedade ativa, visitando a ocupação do Novo Pinheirinho em Santo André.
DOAÇÕES: Neste período de frio, faltam cobertores e roupas apropriadas. Quem puder ajudar, leve doações.
Dia 1 de Abril às 13h.
Ponto de encontro: Em frente a Estação de trem Prefeito Celso Daniel - Centro de Santo André.
Após a queda de parte do teto de uma das salas de aula da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes em São Bernardo, os estudantes indignados se organizaram, denunciaram à defesa civil, fizeram boletim de ocorrência, notificaram a imprensa etc. No dia seguinte a mobilização dos estudantes se deu através de abaixo-assinado para reivindicar a reforma do prédio, no mesmo dia conseguiram mais de mil assinaturas, mobilizando as turmas do ensino médio e técnico da escola.
Nesta sexta-feira, 23 de março, a tradicional "Sexta-feira temática" se tranformou numa forma irreverente de protesto, os alunos se vestiram com equipamentos de proteção (EPIs), entre capacetes, jalecos etc para exigir segurança, já que as condições das salas de aula se tornou uma ameaça aos estudantes e professores.
Esta semana foram surpreendidos com a presença de um segurança que impedia a entrada no prédio, pois o Centro Paula Souza estava iniciando a obra de reforma do telhado.
"O ato é para evidenciar o problema e resolvê-lo mais cedo", afirmou Lucas Alves, 16 anos, do 3º ano - em entrevista ao DGABC.
Os estudantes da ETE Lauro Gomes deram a lição: é com a organização e mobilização dos estudantes, defendendo seus direitos e exigindo que suas reivindicações sejam atendidas que vamos conquistar uma sociedade melhor e uma educação pública, gratuita e de qualidade.