12 de novembro de 2012

ANEL em apoio à Luta dos Estudantes da FECAP


Nota Pública de Apoio à Luta dos Estudantes da FECAP (ANEL)
Desde o começo do mês passado, os estudantes da FECAP, em São Paulo, vêm dando um grande exemplo de luta e mobilização. O conselho curador, órgão composto pelos que cuidam do dinheiro na fundação, tem ameaçado vender a faculdade a um grande conglomerado privado, o grupo ÂNIMA. Inicialmente um boato, a notícia da possível venda acabou vazando para os estudantes, que estão se organizando e já realizaram dois grandes atos em frente à faculdade, em plena Av. Liberdade, com o objetivo de barrar esse ataque. Além disso, como consequência de todo esse processo, várias entidades estudantis estão sendo formadas nos cursos, como os Centros Acadêmicos de Relações Internacionais, Economia e Administração, o que é inédito em toda a história da faculdade. A ANEL, que esteve presente por lá nas últimas semanas prestando auxílio e apoio, manifesta nesta nota a sua total solidariedade à luta dos estudantes da FECAP e à formação de suas entidades estudantis nos cursos! Os estudantes, organizados, têm muita força, e os alunos e alunas da FECAP têm demonstrado claramente isso!
O descaso com a educação, como se sabe, é uma marca de todos os governos em nosso país. Desde o ensino de base, o que vemos são salas de aula superlotadas, professores mal remunerados, condições precárias de estrutura, entre vários outros problemas. O investimento no ensino público permanece muito abaixo do necessário: não chega nem à metade dos 10% do PIB (Produto Interno Bruto), considerado por diversas fontes de pesquisa como o patamar mínimo para uma educação de qualidade no país. O ensino superior público, no mesmo sentido, apresenta condições cada vez mais precárias. Por meio do REUNI, o governo tem realizado uma grande expansão de vagas nas universidades públicas federais, mas sem o aumento de verbas necessário para isso. Como resultado, vemos um ataque direto à qualidade de ensino nessas unidades, que vêm assistindo a um grande aumento do número de alunos sem a contratação de professores, construção de salas etc. Nos casos extremos, os relatos vão de uso de salas em outras escolas públicas, como as de ensino fundamental (pela falta de espaço no campus), até teto caindo. Foi essa situação de precarização do ensino que gerou a greve de mais de 55 universidades federais neste ano, que envolveu professores, alunos e funcionários.
Por conta desse quadro de precarização da educação pública, um grande espaço se abriu para a expansão do ensino privado em nosso país. Nos últimos dez, vinte anos, assistimos a um aumento assombroso de escolas e faculdades particulares. Grandes empresas têm se tornado cada vez mais comuns no meio educacional, particularmente no ensino superior. E o governo federal, além de permitir essa expansão, tem dado incentivos para que ela ocorra. Programas como o PROUNI, por exemplo, seguem exatamente esse caminho. O PROUNI é um programa que garante, com dinheiro público (proveniente de isenções fiscais), bolsas de estudo em faculdades particulares. Essas bolsas, porém, chegam a custar três vezes mais caro do que custaria a mesma vaga se ela fosse garantida na universidade pública. Ou seja, é um programa que paga mais caro por um ensino de pior qualidade, privilegiando o setor privado. Ele ainda auxilia as empresas do ensino preenchendo as vagas ociosas das faculdades privadas, e, com isso, garantindo os lucros do setor.
O grande problema da educação privada está justamente na lógica das empresas, que funcionam a partir da dinâmica de mercado. Para as grandes corporações, o que importa é lucrar o máximo possível com o menor investimento. O foco não é a qualidade do ensino prestado ou a garantia do acesso. Para o setor privado, a educação é equiparada a um serviço, a uma mercadoria como qualquer outra. O que importa é que estudante pague e em dia, e que seja gasto o menos possível para mantê-los em sala de aula. Não são incomuns, portanto, vários outros problemas: qualidade de ensino precária, professores mal remunerados, salas lotadas, estrutura deficitária etc. Em várias universidades privadas, o valor das mensalidades aumenta conforme passam os semestres, o que coloca o estudante na triste situação de “ou paga, ou perde o diploma”. É mais um dos lados da falta de investimento em educação, com o adicional de que, aqui, temos empresas lucrando às custas de um ensino cada vez mais mercantilizado e precarizado.
……………  ……………
Por conta de tudo isso é que nós, da ANEL, apoiamos a luta dos estudantes e nos manifestamos contra a venda da FECAP! Por ser uma fundação, a FECAP não tem fins lucrativos como as grandes empresas da educação. É uma faculdade reconhecida pela qualidade do ensino e pela tradição nos cursos que oferece. Tem mais de cem anos de existência. Sua venda a um grupo privado qualquer seria um ataque direto à qualidade das aulas, ao valor das mensalidades e aos salários (ou mesmo ao próprio emprego) de seus professores. Ou seja, traria para a FECAP todos os problemas que o ensino privado enfrenta hoje. Vale dizer que uma venda desse tipo é mesmo ilegal, pois a legislação não permite que uma fundação privada, que goza de vários benefícios fiscais (de investimento público, portanto), seja simplesmente vendida a uma empresa que não tem os mesmos incentivos.
Os estudantes da FECAP demonstraram que têm força! Já realizaram dois grandes atos e, desde então, permanecem mobilizados! Vários CAs estão sendo formados agora, o que vai garantir um espaço para que continuem se organizando e lutando por uma educação de qualidade agora e no futuro. Apenas com luta política e muita pressão, como vem sendo feito até agora, conseguiremos barrar essa venda! A ANEL reitera o seu total apoio e convida todos e todas a se somarem a essa luta!

3 de novembro de 2012

VII Assembléia Nacional irá Lançar a Construção do II Congresso da ANEL!

VII Assembléia Nacional irá Lançar a Construção do II Congresso da ANEL!
 
Eleja delegados(as) no seu curso, universidade e escola e venha ser um estudante livre da Assembléia Nacional!
Se o presente é de lutas, o futuro nos pertence!
 
 
Nos dias 16, 17 e 18 de novembro, os estudantes em luta de todo Brasil irão se encontrar em Maceió para participar da VII Assembleia Nacional da ANEL!
Dentro de poucas semanas será realizada a sétima edição da Assembléia Nacional da ANEL. O fórum, que reúne representantes de entidades estudantis de norte a sul do Brasil, será fundamental para a organização do movimento estudantil brasileiro. Após a maior greve da educação da última década, e diante do gigantesco desafio de construir o II Congresso Nacional da ANEL, essa Assembleia terá uma enorme importância.
O ano de 2012 ficará marcado na história da luta em defesa da educação pública. Quase a totalidade das universidades e institutos federais entraram em greve, unificando trabalhadores e estudantes em um movimento que atravessou o país. A defesa da educação pública motivou uma mobilização de proporções enormes, combatendo a precarização que vivem hoje as universidades e escolas públicas, fruto de anos de sucateamento dos serviços públicos e da política de expansão sem investimento através do REUNI. Foram assembleias históricas votando greve, a formação de comandos locais e do Comando Nacional de Greve Estudantil, que fizeram a reorganização do movimento avançar muito, deixando evidente a necessidade de lutar de forma unificada em todo o país por fora da UNE, que só traiu os estudantes! A greve desmascarou a política educacional e econômica do governo Dilma, que privilegia banqueiros, grandes empresários e os investimentos da Copa, em detrimento de beneficiar a juventude e os trabalhadores. A ANEL esteve de cabeça neste movimento desde o início. Participou de todas as marchas e atividades da greve, impulsionou a formação e fortalecimento do CNGE e denunciou cada ato de traição da UNE, toda vez que a velha entidade tentava desmobilizar a greve.
Agora, o governo aprova o Plano Nacional de Educação na Câmara, representando um grande ataque a educação pública brasileira. Um projeto que aprofunda a precarização e privatização, com medidas que transferem verba pública para instituições privadas (PROUNI, PRONATEC, FIES), além de seguir com as metas do REUNI para os próximos 10 anos. Sobre o investimento, a meta 20 definiu 10% do PIB para a educação, só para daqui a 10 anos! A educação publica não pode mais esperar, precisamos de mais investimento já! E para aplicar um projeto de educação pública, com qualidade, a serviço dos trabalhadores. A Assembléia Nacional da ANEL deverá aprovar uma grande Campanha contra a aprovação do PNE no Senado em defesa da educação que queremos!
Também este ano, o movimento estudantil e negro do nosso país pode comemorar uma importante vitória fruto da histórica luta contra o racismo e em defesa das ações afirmativas: a aprovação das cotas sociais e raciais! Devemos defender ações de reparação histórica, a todos os danos sociais e morais dos séculos de escravidão, cujos efeitos são possíveis de notar até hoje com a segregação social e étnico-racial existente em nosso país. A juventude negra sofre com a péssima educação, desde o ensino básico até a universidade. Enquanto 59,4% da população negra acima de 7 anos é analfabeta, somente 12,1% dos brancos padecem do mesmo problema. No total dos estudantes da universidade pública, apenas 1% são negros! As cotas são necessárias para ajudar a reverter essa quadro e democratizar o acesso a universidade, por isso devemos apontar as lacunas do PL e as cotas devem vir acompanhadas de medidas de assistência estudantil e investimento em todos os níveis da educação, além de políticas sérias de combate e criminalização do racismo. Há uma série de limites no Projeto de Lei 180/2008 aprovado pelo governo federal, por isso que o tema terá destaque na Assembleia Nacional da ANEL. A Executiva Nacional já prepara uma nova Cartilha sobre Cotas Raciais, que será elaborada em conjunto com o Quilombo Raça e Classe, para levar esse debate de forma qualificada ao conjunto dos estudantes do país.
 
Vem aí… II Congresso da ANEL!
Em 2013, dias 30 de maio a 2 de junho, a ANEL realizará seu II Congresso Nacional e completará 4 anos de uma história cheia de lutas. O Congresso é o principal fórum da entidade, onde todas as resoluções e funcionamento da ANEL estarão em debate. Será o espaço que as lutas se encontram!
A Vll Assembleia Nacional da ANEL será a primeira grande tarefa de construção do Congresso, e irá lançar publicamente o período pré-congressual de nossa entidade. Será um momento de vivo, de aprofundar a elaboração sobre a história e os rumos que a ANEL vem traçando, envolvendo ativistas e entidades estudantis de todo o país na construção de uma alternativa para as lutas!
As comissões executivas estaduais começam a preparar os ônibus e as delegações para Maceió. Fazemos um chamado a todo o movimento estudantil à participar da Vll Assembleia Nacional da ANEL e construir junto conosco o II Congresso. Existem muito ativistas que ainda tem dúvidas ou polêmicas sobre a reorganização do movimento estudantil e a nossa entidade, por isso queremos convidar todos os coletivos do ME e da esquerda da UNE a participar da Assembleia e construir conosco o Congresso. Serão espaços para debater as polêmicas e aglutinar as lutas, para isso as opiniões e divergências são muito bem-vindas!
 
Participe da VII Assembleia Nacional e da construção do II Congresso da ANEL!
Conheça nossa entidade e seja um estudante livre da Assembleia Nacional!
PASSO A PASSO PARA A ELEIÇÃO DE DELEGADOS(AS) PARA A VII ASSEMBLÉIA NACIONAL
1 – Divulgue no curso ou escola as informações sobre a Assembléia e divulgue o texto desta Convocatória, para que os estudantes se informem sobre os temas, a data e o local onde será realizada a Assembleia. Em breve será divulgada a Programação, que deverá também ser divulgada entre os estudantes. O credenciamento irá começar dia 16, a partir das 18h, e a programação será nos dias 17 e 18 de novembro.
2 – Na reunião da entidade/coletivo, coloque um ponto de debate sobre a participação na VII Assembleia Nacional da ANEL. A partir de um debate entre os presentes, eleja delegados(as) para representar as posições da entidade/coletivo no fórum da ANEL.
Entidade de base – CA/DA/grêmios: elege 2 delegados(as)
Entidade geral – DCE/Executiva de curso: elege 3 delegados(as)
Coletivos de oposição ou temáticos: elege 1 delegado(a)
Onde não há entidade, um coletivo de estudantes deve se reunir e seguir o critério dos coletivos (1 delegado/a)
Orientações sobre a reunião:
- Divulgar com antecedência a reunião da entidade/coletivo que irá discutir a participação na Assembléia
- Recolher uma lista de presença na reunião que votará os delegados(as)
- Preencher uma ATA com a eleição do delegado(a) que deverá ser apresentada para credenciamento
3 – Busque formas de financiamento para subsidiar a ida do delegado(a) para Maceió. Devemos discutir nas entidades e coletivos contribuições financeiras, promover campanhas financeiras, fazer solicitações aos sindicatos e universidades que contribuam com a passagem dos delegados(as).
Segue abaixo parte das Resoluções aprovadas no I Congresso da ANEL que trata sobre as Assembleias Nacional e Estaduais:
Resolução sobre Concepção de Entidade e Direção:
(…)
5) A ANEL funciona a partir das Assembleias Nacional e Estaduais. Quem vota nas Assembleias Nacionais são delegados eleitos em entidades de base (DAs e grêmios) que elegem 2 e entidades gerais (DCEs e Executivas) que elegem 3 e coletivos/oposições que elegem 1 delegado. Dessa forma, a ANEL fica vinculada diretamente e sob controle da base que representa.
As Assembleias Estaduais possuem autonomia para definir os critérios de votação (voto presencial ou por delegação), bem como a quantidade de delegados que irão representar as entidades e as oposições.
A Assembleia Nacional deve funcionar pelo menos 1 vez por semestre, e eleger uma Comissão Executiva Nacional que se reúne presencialmente a cada 2 meses, e nos intervalos, virtualmente. As Assembleias Estaduais devem funcionar ao menos 1 vez por semestre e eleger a Comissão Executiva Estadual. As executivas devem funcionar através de Grupos de Trabalho e divisão de tarefas, como comunicação, finanças, combate às opressões, etc.
6) A Assembleia Nacional da ANEL, que se reúne semestralmente e é composta pelos delegados eleitos pelas entidades de base, é o fórum máximo de deliberação da entidade no período entre um congresso e o próximo. Para executar as tarefas definidas pela Assembleia Nacional será eleita uma Comissão Executiva Nacional (CEN) de estudantes. Esta Comissão estará subordinada a Assembleia Nacional, sendo seus membros eleitos por esta e podendo ter seus mandatos revogados pela decisão dos delegados da Assembleia Nacional da ANEL, permitindo um controle das entidades de base e dos estudantes que constroem a ANEL no dia-a-dia sobre a Comissão Executiva Nacional da ANEL.

30 de outubro de 2012

UNIFESP PLURAL E DEMOCRÁTICA

Nova Reitoria e os desdobramentos da Greve na UNIFESP

Por Pedro Camargo da Executiva ANEL SP e estudante de Ciências Sociais da UNIFESP
A greve dos servidores, que envolveu a maior parte do funcionalismo brasileiro por mais de três meses, continua tendo reflexos importantes nas Universidades Federais. Foi uma paralização histórica, que questionou as prioridades do Governo, bem como o papel exercido pelas velhas entidades. CUT e UNE, que deveriam estar a serviço dos trabalhadores e estudantes, há muito abandonaram as lutas. O Governo respondeu com truculência, inicialmente se negando a negociar, mas a força do Movimento lhe impôs uma derrota política importante.
Atendendo ao chamado da ANEL, estudantes do Brasil inteiro se organizaram em torno de um Comando Nacional de Greve, que ficou instalado em Brasília por mais dois meses, indo ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG) quase todos os dias, lado a lado com trabalhadores e trabalhadoras dos mais diversos setores. Juntos, exigimos mudanças na política econômica do Governo, que não está a serviço da maior parte da população, mas sim de banqueiros e especuladores.
A Universidade Federal de São Paulo foi parte importante desse processo, tanto pela condição emblemática de seus campi, entre os mais precarizados do Brasil, quanto pela força de sua greve, que paralizou todos os cursos, tendo forte adesão nas três categorias. A gritante falta de salas de aula, laboratórios, bibliotecas, restaurantes, e até de bolsas e moradias acabou sendo noticiada em boa parte dos noticiários e jornais de grande circulação. O Campus de Humanidades, localizado na periferia da cidade de Guarulhos, chegou a ficar mais de 5 meses paralizado em protesto. Ainda assim, reitoria, tal qual o governo, também se negou inicialmente a negociar e usou da polícia para criminalizar o Movimento.
Tanto a nível nacional, quanto a nível local, os estudantes grevistas tiveram importantes vitórias, como um reajuste de R$170 milhões no PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil) e aumento do piso das bolsas para R$400 reais. Nos vários campi da UNIFESP foram conseguidas melhorias no transporte, restaurantes, e avanços importantes nas questões das bolsas e moradias. Ainda assim, alguns dos problemas mais graves da Universidade continuam.
No último dia 17 de outubro aconteceu a consulta à comunidade acadêmica para definir os rumos da Reitoria. Pela primeira vez em muitas eleições houve mais de uma candidatura, o que expressa a profunda crise institucional que a Universidade enfrenta. O resultado das urnas expressou de forma categórica o desejo por uma ruptura com o mesmo setor retrógrado que controla a Universidade há décadas. E o voto dos Estudantes foi decisivo para que esse resultado se concretiza-se: quase 10% de vantagem sobre o segundo colocado.
A candidatura vencedora à reitoria da UNIFESP surgiu como um movimento de estudantes, técnicos e professores, e se fortaleceu no bojo da greve. Seu programa expressa muitas das reivindicações pendentes das categorias grevistas, entre elas se encontram as propostas de investir prioritariamente na construção de moradias, restaurantes e creches, implementação real do sistema de cotas sociais e raciais, bem como a construção de um Congresso Paritário. Tal Congresso possibilitará dar início a uma Estatuinte, ou seja, uma reforma no Estatuto Geral da UNIFESP, e acabar com o injusto sistema que garante aos Docentes 70% do peso nas votações, relegando apenas 15% a Técnicos e 15% aos Estudantes.
A chapa vencedora também expressa abertamente seu desacordo com o REUNI, o programa de expansão sem verba do Governo Federal, que é responsável, em grande parte, pela lamentável situação atual da Universidade, e contra as privatizações, incluindo aqui a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), se comprometendo com um outro projeto de Universidade, a serviço da população trabalhadora e não dos interesses de uns poucos.
Nós da ANEL não temos nenhuma ilusão de que esse programa, para ser levado a cabo, enfrentará enorme resistência dentro da estrutura burocrática da Universidade. Não temos a menor confiança no Conselho Universitário, ainda dominado pelo setor elitista que saiu derrotado das eleições, e que se viu obrigado a acatar a decisão das urnas por medo da força do Movimento Grevista.
Chamamos todos os Estudantes a se manterem alerta, mobilizados para que mudanças necessárias na UNIFESP saiam do papel. E elas só sairão se seguirmos pressionando.

Nestas próximas semanas, o resultado das eleições será enviado à Presidência da República para sanção. Cabe a ela decidir os rumos da instituição. Por tanto, deixamos nossas exigências:
- Dilma, referende imediatamente a nova gestão, acatando a decisão do Movimento na UNIFESP !
- Por um Plano Nacional de Educação construído pela comunidade acadêmica e a sociedade civil !
- Que o novo PNE esteja livre das metas precarizantes do REUNI !
- Pelo fim das privatizações nas Universidades e pelo fim criminalização aos movimentos sociais !
- Que 10% do PIB sejam destinados para Educação Pública Já !

21 de outubro de 2012

Atividades regionais da ANEL - SP

Um chamado aos coletivos, CAs, DAs, DCEs e Grêmios que constroem a ANEL em São Paulo:

A Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre vive um momento muito especial: um salto em sua organização e grande projeção nacional devido à sua participação decisiva na greve das Universidades Federais. Seu chamado em Junho passado reverteu-se na criação do Comando Nacional de Greve Estudantil, comando este que possibilitou a setores imobilizados dentro da União Nacional dos Estudantes poderem se articular e tocarem as lutas com o conjunto dos estudantes que não mais constrói a velha entidade.

Com a dissolução do Comando, e um chamado amplo para que esses setores permaneçam na luta (se incorporando aos fóruns da ANEL, que funcionam com os mesmos princípios organizativos do CNGE), é imperativo que nossas Comissões Executivas Estaduais consigam realizar Assembleias Estaduais de qualidade, disputando de forma honesta o que foi o balanço desse processo. Tal evento é de suma importância, uma vez que reúne lutadores e lutadoras de diversas cidades.

No caso do Estado de São Paulo, optamos por um formato de atividades descentralizadas por dois motivos excepcionais: 1. o fato do final de semana do dia 27 e 28 de outubro ser o segundo turno das eleições municipais, o que implicaria na ausência de muitos estudantes que teriam que permanecer em suas cidades para votar; 2. a importante reunião da Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS, central sindical e popular que construímos, na qual serão discutidas diversas questões relativas à organização do II CONGRESSO NACIONAL DA ANEL. Tal reunião acontecerá no mesmo final de semana.


Consideramos também a inviabilidade de, cancelando o evento, remarcá-lo para o final de semana seguinte, pois ficaria muito próximo da data de viagem para a ASSEMBLEIA NACIONAL. Tal proximidade poderia comprometer a participação dos Estudantes, tanto por questões financeiras, como pela própria questão do deslocamento físico.

Foto: Grupo de Discussão da VI Assembleia Estadual da ANEL - SP.

Orientamos, pois, que entre os dias 29 de outubro e 10 de novembro, os coletivos, CAs, DAs, DCEs e Grêmios que reivindicam a ANEL em suas respectivas localidades construam atividades descentralizadas. Debates, palestras, grupos de discussão, atos, campanhas financeiras... enfim, tudo para preparar o conjunto dos Estudantes para a viagem à ASSEMBLEIA NACIONAL que acontecerá, nos dias 16, 17 e 18 de novembro em Maceió.

Pedimos as entidades que organizarão atividades regionais que entrem em contato (anelivresp@gmail.com) com a Comissão Executiva Estadual para informar o evento.

Comissão Executiva Estadual.

15 de junho de 2012

Liberdade imediata aos estudantes presos da UNIFESP - Guarulhos!



Liberdade imediata aos estudantes presos da UNIFESP - Guarulhos!

Nenhuma punição aos estudantes em greve!


Nesta quinta-feira, dia 14 de junho, mais um ato dos estudantes da UNIFESP - Guarulhos foi brutalmente reprimido pela Polícia Militar. A operação da PM resultou na prisão de 25 estudantes, que, após passarem a madrugada na delegacia, tiveram seu pedido de liberação sob fiança negado. Hoje, dia 15 de junho, os estudantes estão sendo encaminhados ao Centro de Detenção Provisória, acusados por crimes como formação de quadrilha e danos ao patrimônio público. Os estudantes em greve das Universidades Federais são mais uma vez vítimas da brutalidade das reitorias e, sobretudo, do governo Dilma.

Educação não é caso de Polícia!

Estamos vivendo a maior greve das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) desde 98. Uma forte mobilização nacional que vem unificando estudantes, funcionários e professores em mais de 50 universidades e institutos federais por todo o país. Nessa greve, a comunidade universitária se levanta por melhores salários e novos planos de carreira para professores e funcionários e, especialmente, contra as péssimas condições de trabalho e estudo. Esse caos do ensino superior público é resultado da expansão precarizada promovida pelo governo federal, por meio da aplicação do ReUni.

O governo Dilma se recusa a investir 10% do PIB na educação pública brasileira e já cortou 5 bilhões de reais do setor em dois anos. Agora, quer aprovar o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que significa mais 10 anos das metas do ReUni, da transferência de verbas estatais para o ensino privado e de menos de 10% do PIB em investimento na educação pública. A UNIFESP foi uma das universidades federais que mais sofreu com os ataques do governo, 

O Ministro da Educação Aloísio Mercadante e as reitorias se recusam a negociar com os grevistas e, pior, respondem às reivindicações do movimento com repressão. Dessa forma, o governo federal se iguala ao governo estadual de São Paulo e a reitoria da USP na postura antidemocrática e truculenta de resolver os conflitos internos das universidades. A ANEL-SP se coloca ao lado dos estudantes da UNIFESP - Guarulhos, na defesa de suas reivindicações e na exigência da libertação de seus presos políticos. Basta de repressão! Educação não é caso de Polícia!

É hora de construir uma campanha nacional pela libertação imediata dos estudantes presos!

A ANEL-SP convoca todas as entidades do movimento estudantil, assim como o conjunto dos sindicatos, centrais sindicais e movimento sociais, para construirmos uma ampla campanha democrática em prol dos presos políticos da UNIFESP - Guarulhos. É hora de somarmos todas as forças na solidariedade ativa àqueles que ousam lutar em defesa da educação pública brasileira. Nossa luta deve exigir das autoridades públicas, da reitoria da UNIFESP e, principalmente, do governo Dilma, que libertem imediatamente os presos políticos e retirem todos os processos dos estudantes indiciados.

Libertação imediata dos presos políticos da UNIFESP - Guarulhos!

Nenhum processo aos estudantes em greve!

Chega de ReUni! Contra o novo PNE!

Expansão com qualidade só com 10% do PIB !

Dilma, queremos negociação já!
**** O jurídico da CSP-Conlutas já está prestando acessoria aos estudantes. Todas as entidades e movimentos que também puderem disponibilizar seu setor jurídico, por favor entrar em contato.

11 de junho de 2012

A ANEL SP convoca todos estudantes para defender a Educação pública de qualidade!


A ANEL SP convoca todos estudantes para defender a Educação pública de qualidade!
Nesta terça-feira, 12 de junho, estudantes das federais em greve Unifesp, UFABC, Ufscar e também das estaduais USP, Unesp e Unicamp realizarão ato em defesa da Educação!

11h, em frente à Bolsa de Valores de SP, na Rua XV de Novembro, 275, térreo, próximo à estação São Bento.